Resolução CNJ nº 615/2025: O Futuro da Inteligência Artificial no Poder Judiciário
O que muda com a nova Resolução?
A inteligência artificial (IA) já faz parte do Judiciário brasileiro, trazendo inovação, agilidade e novos desafios. Dessa forma, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publicou a Resolução nº 615, de 11 de março de 2025, para regular o uso dessa tecnologia, garantindo transparência, segurança e supervisão humana.
O que a nova resolução estabelece?
Essa resolução define regras para o desenvolvimento, governança e auditoria de soluções que utilizam IA no sistema judiciário. Por isso, o seu principal objetivo é equilibrar o uso da tecnologia com direitos fundamentais e princípios éticos, assegurando que a automação melhore a prestação jurisdicional sem comprometer a imparcialidade e a segurança jurídica.
Entre os pontos-chave da regulamentação, destacam-se:
- Supervisão humana obrigatória – Nenhuma decisão judicial pode ser tomada de forma totalmente automatizada, exigindo sempre a participação ativa dos magistrados.
- Transparência e auditoria – Todos os sistemas de IA devem ser verificáveis, permitindo a prestação de contas e o controle por parte dos órgãos competentes.
- Proteção de dados e segurança – O uso de IA deve respeitar a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), prevenindo violações de privacidade e garantindo a confidencialidade das informações processuais.
- Combate a vieses discriminatórios – As soluções devem ser testadas e monitoradas para evitar que algoritmos reforcem desigualdades ou injustiças estruturais.
- Governança e fiscalização – A criação do Comitê Nacional de Inteligência Artificial do Judiciário assegura um acompanhamento contínuo das soluções utilizadas.
Impactos para advogados e magistrados
Em razão disso, o novo texto legal impacta diretamente a prática jurídica, influenciando tanto advogados quanto juízes e servidores. Com regras mais claras, o uso de sistemas inteligentes deve ocorrer de maneira mais segura e previsível, evitando decisões baseadas em mecanismos opacos e garantindo maior confiabilidade no uso da tecnologia.
Além disso, a resolução exige que tribunais utilizem modelos auditáveis, proporcionando à advocacia e ao Ministério Público o direito de questionar decisões influenciadas por IA. Assim, o Judiciário avança na modernização sem comprometer princípios essenciais como o devido processo legal e a ampla defesa.
O futuro da inteligência artificial na Justiça
Em suma, essa normativa representa um marco na regulamentação do uso da IA no Judiciário. O texto incentiva a inovação, mas impõe limites necessários para garantir que a tecnologia respeite valores fundamentais. Com essa iniciativa, o Brasil se alinha às melhores práticas internacionais, equilibrando eficiência e responsabilidade.
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